Espaço Arabianfla

Espaço Arabianfla

Espaço de Dança

Alguns dos ritmos árabes mais usados. Confira!

Ritmos Arabianfla

 

BALADI
O mais conhecido e mais utilizado ritmo para a dança do ventre.O Baladi é caracterizado pelos dois dumns no começo. A palavra Baladi significa meu povo, pode. Este ritmo é muito típico e o mais executado pelos músicos e cantores pop, principalmente no Egito, já que possui forte apelo comercial. Sempre seus acentos devem ser muito bem representados durante a dança. Alguns músicos afirmam que o verdadeiro nome do Baladi é Masmoudi Saghir (Masmoudi “pela metade”).DUM – DUM – TAKATA – DUM – TAKATA
Dum dum ta dum ta (batidas mais fortes)
(4/4 TEMPOS)MAKSOUM:
É um ritmo muito forte, no que se refere ao sentimento de animação. É considerado uma forma mais acelerada do ritmo baladi. Maksoum significa “cortado ao meio”, alguma coisa que foi partida pela metade, isto se deve provavelmente ao seu acento forte no contratempo entre o tempo um e dois. Sua diferença em relação ao ritmo Baladi é que o Maksoum principia-se com um Dum enquanto o Baladi, com dois Duns. É amplamente utilizado na música moderna egípcia. Possui duas variações, uma rápida (mais comun) e uma lenta. O Baladi e o Maksoum são os ritmos básicos da música árabe.

DUM – TAK – TAKATA – DUM – TAKATA
Dum ta ta dum t
(4/4 TEMPOS)

SAID:
Traduzido diretamente para o português significa feliz. Ritmo base em danças folclóricas, como a dança da bengala, conhecida em árabe como Raks Al Assaya. É um ritmo árabe 4/4 bastante popular executado em ocasiões festivas. Muito popular no alto Egito, é o reverso do Baladi. Os dois Duns que iniciam o Baladi, aqui são encontrados no centro do compasso. Usualmente tocado de forma acelerada, possui acentos fortes, com sobreposições de graves por todo o compasso (catacofti).
Originários de El Saaid, no Alto Egito , o ritmo saaid e Raks Al Assaya ou Dança da Bengala é dançada por mulheres e é uma versão suave e muito mais delicada que a dos homens. Tradicionalmente usado para “Tahtib”, uma dança marcial masculina, na qual os homens simulam lutar com longos bastões. Seus movimentos são fortes, ágeis, marcados por saltos, giros e batidas de bastões.
Além de utilizado em músicas folclóricas é muito utilizado também em outras músicas convencionais.

DUM(dum) – TAK– DUM, DUM – TAKATA
Dum ta dum dum ta
(4/4 TEMPOS)

JABALLE ou CATACOFTI:
Ritmo das montanhas do Líbano. Aparece em músicas folclóricas como Dabke. Este ritmo tem uma pulsação forte acentuada no início da frase musical. Basicamente folclórico, os jabalees são pessoas muito simples, que moram nas montanhas do Líbano. A Dança de roda ou Roda de dabke é realizada muito nos países árabes, para comemorar um casamento, aniversário, nascimento ou algum acontecimento de muita alegria. No Brasil conhecido como jabalee é o mesmo ritmo chamado de catacofti por músicos libaneses utilizado para dançar o Dabke, bem como aparece como sobreposição no Saaid para dançar Raks Al Assaya.

DUM,DUM,DUM, TAK – DUM – TAKA – TAKA
DUM,DUM,DUM – TA – DUM….
(4/4 TEMPOS)

AYUB :
Ritmo da dança ritualística egípcia, dança do êxtase (zaar), dirigida para espantar maus espíritos, afastar energias negativas. É um ritmo 2/4 simples e rápido, usado para acelerar (ou “aquecer”) uma performance. Ele se encaixa bem com outros ritmos e geralmente é utilizado para “acentuar” outro ritmo. Não é executado durante tempos muito longos, pois torna-se monótono. É bem parecido com o ritmo Soudi. Comum e claro é tocado no oriente desde a Turquia até o Egito. No Marrocos, numa versão mais acelerada, é presente no folclore e é tocado num compasso de 6 tempos. O som dele, dizem alguns, ilustra em forma de música o andar dos cavalos no deserto. Existe uma dança típica beduína que pode ser apreciada no Egito, onde um homem monta sem cela um cavalo árabe e comanda os movimentos do animal com seus pés. A música tem como base rítmica o Ayub e a melodia desenhada por mizmar (flauta). Tudo permeado de improviso. Quando tocado com dois Duns, chama-se “Bayou”. Na dança, Ayub aparece em momentos de transição na música e você necessita usar de criatividade, pois ele por si só é linear e não provoca inspiração gratuita. Atualmente este ritmo é executado dentro de espetáculos de dança, mas sem o objetivo ritualístico, é comum velo ao final de solos de derbake.

DUM – KA – DUM – TAK
Dum dum ta
(2/4 TEMPOS)

SOUDI (KHALEEGE):
Aadany ou Soudi significa “aquilo que é da Arábia Saudita” ou “que vem do Golfo”. Khaleege significa Golfo. E é um ritmo 2/4.
Especial para dança Khaleege. Essa é uma dança tradicional originária do Golfo Pérsico. Os movimentos desta dança são marcados nos contratempos, feitos pelo “Merwas” (pandeiro do Yemen). O Tabla ou Derbake, quando tocado sem esse acompanhamento resulta em algo empobrecido e até mesmo descaracterizando a intenção “para cima”, que se sente ao ouvir os acentos fora do pulso do compasso. Em festas femininas e casamentos é comum que as mulheres coloquem o tradicional vestido khaleege (chamado de Tobe al Nashar) por cima de sua roupa de festa e dancem sempre. São festas fechadas e familiares.
Os países do Golfo Pérsico onde este ritmo é mais conhecido são: Kuwait, Qatar, Omã, Bahrein, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos.
No oriente, é chamada dança dos desertos, já que os nômades são os bailarinos tradicionais. As mulheres vestidas com suas longas túnicas de corte geométrico e ricamente bordadas, dançam de forma bastante sensual movendo a cabeça, mexendo os cabelos e marcando o ritmo com os pés. Nos shows tradicionais fora de seu país de origem, às vezes a bailarina para homenagear alguém da platéia que provém de um destes países, insere uma pequena demonstração de khaleege em sua apresentação, o que faz a alegria dos turistas.

DUM – KA – DUM – TAKATA
Dum dum ta
(2/4 TEMPOS)

MALFUF ou LAFF:
Ritmo 2/4 egípcio bastante utilizado na Dança do Ventre, sobretudo nas entradas e saídas do palco, porque fornece uma conexão com os fluxos dos movimentos. O ritmo Malfuf também é chamado de “Laff” no Egito e significa “algo embrulhado, enrolado”.
Usado também em alguns folclores árabes e danças específicas, como por exemplo, o “Melea-Laff”, a dança do lenço enrolado, típica egípcia e também “Raks El Shamadã”, a dança do candelabro. Na primeira dança citada ele é mais acelerado e na segunda ele é mais calmo .Malfuf é comum também no acompanhamento nas danças de grupo e coreografias modernas ou tradicionais. Durante espetáculos de dança do ventre é utilizado como “ponte” de movimento, ou seja, faz a passagem de uma situação cênica para outra.
Para o estudo você pode desenvolver uma versatilidade de deslocamentos com a utilização do Malfuf

DUM – TAK – TAK
(2/4 TEMPOS)

TSCHIFTITILI:
Seu nome significa “2 cordas”, forma como era tocado este ritmo num instrumento chamado “baglamá”. Apesar de ser um ritmo tradicionalmente grego e turco, encontra-se presente em vários países do Oriente Médio. Usado para marcações e ondulações, aparece em taksim com outros instrumentos solando. Ritmo 8/4, que é executado lentamente, comparando-o ao Baladi, por exemplo e em essência, também como outros é similar ao Maksoum. Originou-se provavelmente na Grécia ou na Turquia. Além de ser utilizado na Raks El Sharky, também é comum na Turquia e nos países árabes como dança de casais. Alguns consideram como o Whad Wo Noz, usualmente é tocado de forma lenta e moderada preferencialmente mantendo espaços entre as batidas. Os derbakistas apreciam completá-lo com improvisações inesperadas e criativas, como para acompanhar o Taqsim, improvisação melódica de um instrumento solo.
Egípcios utilizam uma versão mais simples do Tschiftitili e a denominam Wahda Khabir.

DUM – TAKA, TAKA – DUM -TAKATA – TAK
(8/4 TEMPOS)

WAHAD WO NOZ:
Significa em português 1 e ½ (um e meio). O ritmo recebe este nome por possuir um acento e meio no começo da frase. Entre suas marcações, entre as batidas, há espaço para preenchimento. No meio e ao final, que é utilizado pelo músico de forma criativa e inusitada.
Compasso 8/4, a metade dele é muito usada nas músicas clássicas também, sendo denominado de “Wahad”. Wahad serve para quebrar uma evolução, dando uma sensação de queda de andamento. O Wahad, como é a metade do Wahad Wo Noz, contém 4 tempos por compasso.
Whada significa “um” e corresponde ao primeiro Dum do compasso. Tem sua origem na Líbia. Ele lembra o caminhar de um camelo no deserto. Popularizado como o ritmo para a dança da serpente, onde a bailarina deve mover seu corpo como se fosse uma cobra. Os braços são a prioridade de movimento neste ritmo lento e cadenciado, de origem antiga. Wahad Wo Noz é usado não só em músicas clássicas, como também em taqsims (improvisações melódicas). Aparece com freqüência no início de um solo de derbake proporcionando um começo lento e envolvente para o que vem a seguir. É comum em peças clássicas, o wahad preceder um solo lento de algum instrumento.
Os acentos fortes estão nos tempos um, cinco, seis e sete do compasso, sendo que o tempo três é uma pausa. Deve-se evitar seguir somente os acentos do ritmo para não apagar o solo do instrumento melódico. Ele sim que deve ser seguido e evidenciado. O ritmo turco e grego Tschifftitilli, corresponde ao Wahad Wo Noz egípcio, mas possui uma variação.

DUM – TAKATA – TAKA TA – TAKATA – TAK – DUM – DUM – TAK
***Dum és Tak és Tak Dum Dum Tak és
(8/4 TEMPOS)

MASMOUD:
Pode aparecer com dois ou três DUNS no início da frase musical.
Ritmo 8/4, teve sua origem na Andaluzia. Significa “algo que está suportado por um pilar, como uma estátua ou algo semelhante”. É muito usado em músicas clássicas, para trazer à tona diferentes nuances. O Masmoudi é muito similar ao Baladi, só que realizado diminuindo o andamento do compasso, transformando o tempo de quatro, para oito. Possui duas partes, cada uma com 4 tempos. Às vezes a primeira frase tem duas batidas condutoras. Esta versão com dois Duns iniciais chama-se Masmoudi Kbir (Kbir = grande) é também chamado “Masmoudi Guerreando”, devido à sua cadência agressiva, supõe-se que ela soa como um homem e uma mulher discutindo. Ele se distingue do Masmoudi Saghir, que é outra versão com três duns. É usualmente chamada “Masmoudi Caminhando”. Esta é muito comum na música para dança e é usada para intensificar a percussão criando um momento especial na apresentação, enriquecendo a mesma.

Masmoudi Saghir (pequeno)
DUM, DUM, DUM, Takata – DUM – Takata – Takata – Takata – Tak
(8/4 TEMPOS)
***Para o SNUJ segue a mesma exceção do Whada wo noz:
D – D – D – EDE – D – EDE – DED – EDE – E

Masmoudi Kbir (grande)
DUM, DUM, Takata – DUM – Takata – Takata – Takata – Tak
(8/4 TEMPOS)
***Para o SNUJ segue a mesma exceção do Whada wo noz:
D – D – EDE – D – EDE – DED – EDE – E

Dum Dum és Tak Dum és Tak és Tak (Por Ali Hamze)
(8/4 TEMPOS)

FALAHI:
Ritmo folclórico. Origem do interior caipira (fazendeiros egípcios de natureza simples Falahen). Pode ser usado em danças como: jarro, pandeiro… Ritmo constante e acelerado. Típico para folclore.
Se traduzirmos para o português, significa “caipira”. A palavra Fallahi representa algo criado por um Fallahin – camponeses egípcios, que utilizavam este ritmo 2/4 nas suas canções de celebração que estão particularmente conectadas às épocas da colheita.
Geralmente é tocado duas vezes mais rápido que o Maksoum. No Egito os homens dançavam o “Saaid”, um ritmo especial para eles e as mulheres tinham o “Fallahi”.
Esse ritmo vem do interior do Egito e antigamente, e até hoje, em algumas regiões as mulheres buscam água com um jarro sobre as cabeças e em grupo. Trabalhar, buscar água longe, trazer ou lavar roupas na beira do rio. E para passar o tempo, para se cansar menos, elas tinham canções e dançavam ao ritmo fallahi.
É comum encontrarmos este ritmo na dança do jarro, na dança “Ghawazzi”, que é a dança Cigana Egípcia e em todas as danças típicas do interior, danças caipiras do Egito.
Ele é um ritmo onde podemos encaixar passos que tenham duas partes só, porque ele é constante e muito acelerado. É necessário que a bailarina desenvolva precisão e agilidade sem colocar força nos movimentos.

DUM TAKA DUM TAKA
(2/4 TEMPOS)

SAMAAI TKIL:
Ritmo que aparece nas músicas para ouvir e apreciar, não somente dançar. Suavidade e delicadeza são características deste ritmo, originário da Andaluzia (sul da Espanha). É um ritmo muito complexo.
Vem da estrutura antiga de música árabe. A palavra “Samaai” significa “escutar”. É uma música montada em cima de uma métrica poética específica, com um ritmo específico e feita para o deleite. Uma música para ser apreciada e não necessariamente dançada. Ritmo amplamente utilizado na música clássica egípcia e na música sufi turca. Possui uma seqüência de três partes: uma com 3 tempos, uma com 4 tempos e uma com 3 tempos. Juntas, compõem um ritmo 10/8 utilizado nas composições chamadas Samaaiat.
Pode aparecer dentro de uma música para dança, mas ela não é tão comum assim. Se essa música for feita para ser apreciada, ela exige de certa forma, todo um respeito e uma contemplação.
Se esse ritmo aparecer numa música para dança é esperado da bailarina que ela possa reproduzir no próprio corpo a suavidade e a delicadeza que este ritmo imprime. E de certa forma, só mesmo acostumando nossos ouvidos escutando as peças mais antigas, poderíamos estar sintonizando melhor este significado.
É o ritmo típico do “Moash’ras” ou andalucia, que é a música que nasceu no sul da Espanha, na época em que os árabes migraram para lá e ficaram por um tempo. Uma música rica, delicada e encantadora.

DUM – TAK TAK TAK- és – DUM-DUM-TÁK – TAK és
(10/8 TEMPOS)

ZAFFE / ELL ZAFI:
Ritmo 4/4 egípcio é o ritmo da marcha nupcial oriental específico para casamento. Em especial, é a despedida da noiva da casa dos pais e a entrada dela numa vida nova. É tocado não só pelo derbake, mas também pelo daff e principalmente pelo mazhar. Normalmente é feita uma procissão, muito típica no Cairo quando a noiva se despede da casa dos pais, na noite do casamento (apenas nesta noite, não no noivado, não no pedido, não em outra ocasião), ela vai passar pela casa da mãe e os amigos vão juntos. Existe uma música que se chama “Do’u El Mazhar”, a tradução seria “Que toquem os Mazhars”, porque diversas pessoas vão a pé, caminhando junto com a noiva e passam pela casa dela porque ela vai entrar numa vida nova. Este ritual significa que ela possa deixar para trás na noite do casamento qualquer sentimento que possa incomodar os maus-olhados; é como se fosse um ritual de boa-sorte.
Essa procissão, essa passagem tem que ser feita a pé.
Vale a pena dar uma olhada no vídeo da Fifi Abdo, onde há uma representação do Zaffe.

DUM – TAKTAK -TAK – DUM – TAKÁ –S
(4/4 TEMPOS)

VALS:
Surgiu da troca de culturas que existe na arte. Origem ocidental, mas foi recebido dentro da música árabe. Ritmo 3/4 utilizado na música oriental e também na música ocidental, conectado à própria valsa. Transmite uma influência, mas de certa forma interrompida por sua contagem de tempo em número ímpar. Encontrado especialmente nas músicas clássicas egípcias. O acento principal encontra-se no primeiro tempo do compasso.

DUM – TAKÁ – TAKÁ
(3/4 TEMPO )

KARACHI:
É usado no Egito e norte da África. É um ritmo bem acelerado, curto e constante.
Ritmo 2/4, significa “rolar”. É um ritmo rápido, amplamente utilizado no Egito e no norte da África, apesar de não ser um ritmo egípcio. É fácil perceber que ele não pertence à música egípcia, porque o início de seu compasso não é marcado por Dum (uma batida grave), mas por Tak (uma batida aguda). Este não é um ritmo comum.
Bom para deslocamentos. Mais comum em entradas e saídas de palco. É curto e constante.

TAK TARAK DUM
(2/4 TEMPOS)

 Fonte: Porta da Dança do Ventre
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